REFLEXIONES Y DEBATES
El Cooperativismo Transformador y sus memorias del futuro
Número 248 / Año 2026 / Por Imen, Pablo
Este artículo retoma las reflexiones que se iniciaron en números anteriores
en torno al cooperativismo transformador. En las ediciones 245 y 246
de la Revista se pensó en torno a la historia pasada del movimiento, sus
tensiones creativas y el lugar de la formación integral en la actualidad.
En estas páginas se aborda la pregunta por el futuro y el papel que puede
jugar el cooperativismo en la transformación a la que nos empuja la
crisis civilizatoria en desarrollo.
¿Qué puede hacer el cooperativismo para acomodarse a las corrientes
contradictorias que configuran una transición al porvenir? ¿Cuánto de
su historia, de su identidad, de su gimnasia creadora puede adaptarse y
contribuir a un futuro humanista y solidario?
Las prácticas y la historia de las entidades solidarias constituyen una
caja de herramientas fértil para transitar esta mutación. Las construcciones
pasadas tienen vigencia para pensar el futuro siempre que se realice
una adecuación a las nuevas condiciones de la coyuntura histórica.
En estas líneas se analizan los principios, valores y algunas de las prácticas
llevadas a cabo en estas entidades, que pueden servir para pensar
una salida solidaria, igualitaria y humanista.
Transformative co-operativism and its memories of the future.
This article returns to the reflections initiated in previous issues on transformative
co-operativism. Issues 245 and 246 of the Magazine explored the
historical trajectory of the movement, its creative tensions, and the role of
integral education in the present. These pages address the question of the
future and the role that transformative co-operativism may play in the
transformation driven by the ongoing civilizational crisis.
What can co-operativism do to engage with the contradictory currents
shaping a transition toward the future? How much of its history, identity,
and creative praxis can be adapted to contribute to a humanistic and solidarity-
based future? The experience of the current identified as transformative co-operativism is
embodied in its two paradigmatic entities: the Instituto Movilizador de Fondos
Cooperativos (IMFC) and Banco Credicoop.
The practices and history of solidarity-based entities constitute a rich repertoire
of tools for navigating this transformation. Past constructions remain
relevant for thinking about the future, provided they are adapted to the new
conditions of the historical context.
These lines analyze the principles, values, and some of the practices developed
within these organizations, which may serve to envision a solidarity-based,
egalitarian, and humanistic path forward.
O Cooperativismo Transformador e suas memórias do futuro.
Este artigo retoma as reflexões iniciadas em números anteriores em torno
do cooperativismo transformador. Nas edições 245 e 246 da Revista
refletiu-se sobre a história passada do movimento, suas tensões criativas
e o lugar da formação integral na atualidade. Nestas páginas, aborda-se
a questão do futuro e o papel que o cooperativismo transformador pode
desempenhar na transformação para a qual nos impele a crise civilizatória
em curso.
O que pode fazer o cooperativismo para se ajustar às correntes contraditórias
que configuram uma transição para o futuro? Quanto de sua história,
de sua identidade, de sua capacidade criadora pode se adaptar e contribuir
para um futuro humanista e solidário?
A experiência da corrente que se identifica como cooperativismo transformador
tem expressão em suas duas entidades paradigmáticas: o Instituto
Movilizador de Fondos Cooperativos (IMFC) e o Banco Credicoop.
As práticas e a história das entidades solidárias constituem um rico repertório
de ferramentas para atravessar essa transformação. As construções
passadas permanecem relevantes para pensar o futuro, desde que sejam
adequadas às novas condições da conjuntura histórica.
Nestas linhas são analisados os princípios, valores e algumas das práticas
desenvolvidas nessas entidades, que podem contribuir para a construção
de uma saída solidária, igualitária e humanista.
